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1. O Universo é Um, e o conhecimento dele também é.
2. Sendo parte de uma Unidade total, cada pessoa também é Um.
3. Intuir, vivenciar, viver essa União dá paz, tranqüilidade, dá uma êxtase além de qualquer descrição.
4. Essa êxtase, essa possibilidade de estar além de si, é que leva a gente a viver uma vida acadêmica.
5. A gente nasce Unidos com essa verdade. Quando crescermos, vamos esquecendo cada vez mais, até o ponto que precisarmos de alguém para lembrar-nos.
6. O neném começa a vida Unido com o Universo, mas o processo de socialização vai fazendo desmoronar o saber de ser Um.
7. O chamado sistema educacional, sem culpa nenhuma, de pessoa nenhuma, contribui, até acelera, o processo de esquecimento, a perda da éxtase de nascer no nosso Larzinho tão verde, tão bonito, tão Um.
8. A nossa tarefa é de se dar conta da verdade antieducativa do sistema atual, de saber que não há obrigação nenhuma de continuar caminhando numa direção errada, e de se imaginar e dar à luz um sistema novo, que terá como objetivo que cada pessoa, seja aluna ou professora, aluno ou professor, volta à êxtase da União.
9. O primeiro passo, passo sempre mais importante, é o de deixar de utilizar força, de deixar de pensar que a força jamais possa ter validade num encontro educacional.
10. A aprendizagem dos nenéns, das crianças, já é uma alegria. A gente pequena vive uma realidade em que não há dois verbos, mas só Um:
11. Quer dizer: qualquer obrigação, qualquer coisa que interfira com o jogo de aprender, atrapalha.
12. Cada pessoa nasce com um caminho predestinado para caminhar na direção de uma percepção adulta e consciente da Unidade do Universo. Educar, que vem de ex + duc + ar, queria dizer etimologicamente: conduzir, guiar, para fora. Então educarse é escutar, dentro de você, uma vozinha que vai te dizendo o que que você tem que aprender, o que que é o próximo passo para você, pode ser que não é válido para mais ninguém no mundo. Mais para você, é.
13. Na verdade, a única coisa que a gente ensina é o nosso ser, ou seja: o nosso jeito de ser, de caminhar pelo mundo. A pessoa mais nova, na sala de aula, vê muito claramente todas as qualidades mais íntimas da gente, qualidades como:
a honestidade da busca interior da gente
a humildade da gente
a alegria da gente em compartilhar a éxtase de aprender
a ausência de medo face ao imenso Mistério de não saber tudo
14. A gente tem que deixar de ensinar, com todas as coisas que vêm com o poder implícito neste verbo: para casa, provas, o pior de tudo—notas. Temos que voltar à êxtase de coaprender.
15. Quando todo mundo na sala de aula tiver ocupado em escutar para dentro de si, com muita humildade, e em se perguntar,
Qual que é o meu próximo passo? Como é que eu me reUno o melhor?
dá para nascer um Ser superindivídual na sala. Uma alma coletiva. Aí o processo de coaprender volta a ser uma viagem sagrada para nós todos, uma viagem em si.
16. Essa viagem foi, e sempre é, a nossa herança, e a das nossas crianças. De qualquer sistema de educação não aceitaremos nada menos. Nunca.
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