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16 pensamentos para pregar na porta da geladeira

—Haj Ross—



[16 thoughts to pin on the refrigerator door]


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     1. O Universo é Um, e o conhecimento dele também é.

     2. Sendo parte de uma Unidade total, cada pessoa também é Um.

     3. Intuir, vivenciar, viver essa União dá paz, tranqüilidade, dá uma êxtase além de qualquer descrição.

     4. Essa êxtase, essa possibilidade de estar além de si, é que leva a gente a viver uma vida acadêmica.

     5. A gente nasce Unidos com essa verdade. Quando crescermos, vamos esquecendo cada vez mais, até o ponto que precisarmos de alguém para lembrar-nos.

     6. O neném começa a vida Unido com o Universo, mas o processo de socialização vai fazendo desmoronar o saber de ser Um.

     7. O chamado sistema educacional, sem culpa nenhuma, de pessoa nenhuma, contribui, até acelera, o processo de esquecimento, a perda da éxtase de nascer no nosso Larzinho tão verde, tão bonito, tão Um.

     8. A nossa tarefa é de se dar conta da verdade antieducativa do sistema atual, de saber que não há obrigação nenhuma de continuar caminhando numa direção errada, e de se imaginar e dar à luz um sistema novo, que terá como objetivo que cada pessoa, seja aluna ou professora, aluno ou professor, volta à êxtase da União.

     9. O primeiro passo, passo sempre mais importante, é o de deixar de utilizar força, de deixar de pensar que a força jamais possa ter validade num encontro educacional.

     10. A aprendizagem dos nenéns, das crianças, já é uma alegria. A gente pequena vive uma realidade em que não há dois verbos, mas só Um:

     11. Quer dizer: qualquer obrigação, qualquer coisa que interfira com o jogo de aprender, atrapalha.

     12. Cada pessoa nasce com um caminho predestinado para caminhar na direção de uma percepção adulta e consciente da Unidade do Universo. Educar, que vem de ex + duc + ar, queria dizer etimologicamente: conduzir, guiar, para fora. Então educarse é escutar, dentro de você, uma vozinha que vai te dizendo o que que você tem que aprender, o que que é o próximo passo para você, pode ser que não é válido para mais ninguém no mundo. Mais para você, é.

     13. Na verdade, a única coisa que a gente ensina é o nosso ser, ou seja: o nosso jeito de ser, de caminhar pelo mundo. A pessoa mais nova, na sala de aula, vê muito claramente todas as qualidades mais íntimas da gente, qualidades como:
          a honestidade da busca interior da gente
          a humildade da gente
          a alegria da gente em compartilhar a éxtase de aprender
          a ausência de medo face ao imenso Mistério de não saber tudo

     14. A gente tem que deixar de ensinar, com todas as coisas que vêm com o poder implícito neste verbo: para casa, provas, o pior de tudo—notas. Temos que voltar à êxtase de coaprender.

     15. Quando todo mundo na sala de aula tiver ocupado em escutar para dentro de si, com muita humildade, e em se perguntar,

Qual que é o meu próximo passo? Como é que eu me reUno o melhor?

dá para nascer um Ser superindivídual na sala. Uma alma coletiva. Aí o processo de coaprender volta a ser uma viagem sagrada para nós todos, uma viagem em si.

     16. Essa viagem foi, e sempre é, a nossa herança, e a das nossas crianças. De qualquer sistema de educação não aceitaremos nada menos. Nunca.








Haj Ross teaches in the Linguistics Section of the English Department at the University of North Texas.

He is interested in poetics "and" semantax—he does not see the sense in trying to keep "them" separate. Worse—studying the structural beauties of language without simultaneously watching how the great writers make use of the structural capabilities of their languages to hint at the ineffable—such a limitation leads to joyless linguistic science. Language becomes flat, grey.

And the other tack—studying the incredible intricacies of the verbal art of the greatest masters of language without having the most subtle of linguistic tools to do one's literary criticism with—this is as successful as doing astronomy with an inexpensive telescope.





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